Travessia da Serra Catarinense em vol-bivouac com voo na Serra do Rio do Rastro

Explorando a Serra Catarinense para travessias de caminhada e voo livre de Parapente (Voo de bivaque).

Começamos a travessia subindo a Serra da Rocinha e voando em Timbé do Sul. Terminamos 88km mais ao norte e seis dias depois, voando do Mirante da Serra do Rio do Rastro.

Percorremos a trilha de travessia pela borda da Serra Catarinense procurando pontos de decolagem para parapente. Avaliamos as rampas naturais, os possíveis pousos e a melhor maneira para de percorrer a rota voando. Uma das singularidades da região é que os pastos e capim chegam até as beiradas do planalto, criando muitas rampas naturais sem árvores na frente.

O visual incrível nas bordas da Serra Catarinenses
A Travessia da Serra da Rocinha para Serra do Rio do Rastro é incrível mesmo sem voo livre.

Já na manhã do terceiro dia decolamos do mirante acima do Molha Coco Alto, em um ponto da Serra bem projetado para “fora” da linha principal e a 22km caminhado da Rampa de Timbé do Sul.

Encaixamos um voo termal de 14km e pouco mais de uma hora, saltamos alguns vales e pousamos em Tres Barras. Daí voltamos a subir pela Trilha do Realengo, uma rota antiga de tropeiros para acampar novamente no planalto e continuar caminhando lá por cima.

Fábio Ferreira pronto para decolagem na Rampa de Timbé do Sul

Durante o quarto e quinto dias, passamos por outros potenciais pontos de decolagem que havíamos estudado previamente nos mapas, em alguns deles aguardamos por horas, mas as nuvens fecharam o visual por todo o dia e não foi possível voar, então colocamos as mochilas nas costas novamente e continuamos caminhando e acampando pelo planalto.

Incríveis pastos sem fim, bosques, charcos, rios, igarapés e cachoeiras. Acampamos com tempo bom e tempo ruim, muita névoa, cozinhamos e tivemos momentos incríveis na montanha.

Acampamento próximo ao Realengo
Acampamento no mirante logo acima do Molha Coco Alto

Estávamos em 4 pilotos montanhistas, autossuficientes, aproveitando as férias de fim de ano com mochilas de 16 a 20kg, levamos risadas e parceria, queijo, salame, snacks e arroz.

E no último dia da expedição (e do ano), decolamos ao lado do Mirante da Serra do Rio do Rastro perto das 9h, um voo cênico ícone, um voo para abrir possibilidades, um voo de abraço a aquela serra que fora nosso lar. Pousamos perto de Quatá. Cansados e sem comida, mas bem felizes por tudo!

Um convite a todos pilotos e montanhistas a conhecer a região. Viva o voo livre de montanha. Viva o Hike and Fly.

Pilotos: Fabio Ferreira “Pé”, Leandro Montoya, Jefferson Oliveira e Rafael Wojcik.

Grande parte da travessia é realizada na beiradinha do Canion
A Serra do Rio do Rastro
Caminhadas sem fim pelo Plato das Serras Catarineses

Procurando ponto de acampamento no final do dia

Voando na Serra do Rio do Rastro (Videos)

Odometro da Travessia

No total caminhamos 128km !

Tracklogs travessia da Serra da Rocinha até Serra do Rio do Rastro

Confira abaixo os tracklogs usados para travessia da Serra da Rocinha a Serra do Rio do Rastro em voo de bivaque hike and fly.

https://www.wikiloc.com/wikiloc/user.do?id=2709564&event=favorites&listId=439166

Autor: Leandro “Montoya”

Montanhista, Piloto de parapente e entusiasta do Hike and Fly. Primeiro a decolar do Pico da Neblina, montanha mais alta do Brasil! Editor do primeiro site dedicado a modalidade no Brasil.

1 Comment

  1. Ricardo
    5 de janeiro de 2022

    Espetáculo….Parabéns a todos os envolvidos

    Responder

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